sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Marco zero com músicos.

Hoje eu, Getúlio Sobral, Jonas Araújo e Lucas Gomes resolvemos levar nossa arte pra rua. Eu sempre com esta vontade de ir à rua porem, particularmente essa semana estava atiçado pelas intervenções artísticas diárias do Grupo Magiluth de Teatro. Mas todos dividindo sentimentos iguais; O de continuar confraternizando nossa arte entre nós mesmo, como sempre fizemos; compartilhar nossa arte com a cidade; Sentir como é a relação da cidade com arte de rua; pesquisar nossa arte na rua.

Foi lindo. Primeiro, nos divertimos muito e esse era o fator de maior importância no projeto. O simples prazer do ato. Mas alcançamos outras coisas também. Interações mágicas, engraçadas e bonitas. Música e palhaçaria. Foi uma experiência maravilhosa que vamos repetir com frequência e, quem sabe, repetir fora do nosso pais, mas isso são planos ainda oníricos.


É uma experiência muito interessante. Apenas com um dia já identificamos erros cometidos por nós. Coisas que não funcionam bem na rua, ou ao menos onde estávamos. Dificuldades que só se percebem com a pratica e na pratica são sanadas. Mas não percebemos só erros. Percebemos que podemos melhorar o desempenho cênicos adaptando a organização do grupo, figurino e diversas outras coisas.

Mas já no primeiro dia, sentimos um pouco como é ser artista de rua. A salvação do dia para uns e ser absolutamente invisível para outros. Entre esses dois extremos, um leque enorme de fenômenos e relações. Mas a rua é plural e tudo pode ser construtivo, dependendo de como nós assimilamos tudo. A rua, e a vida como um todo, pede sempre que nos ajustamos criativamente.